segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

mensagem para a minha amiga poética, Marília

Não é nada fácil escrever
para alguém que eu sei que vai me ler
e ainda mais
uma mensagem feliz
em tempos difíceis
pra mim, pra você
logo eu, que nem sou boa
em traduzir o mundo
o jeito é fazer de conta
que meu entendimento é profundo
respirar fundo
e permitir que as palavras fluam
e que essa mensagem nasça feliz
ainda que em tempos difíceis.

Vamos lá então:
quero te dizer
[bem ao pé do seu ouvido]
pra você sorrir e viver
um a um
todos os dias da vida
para que esta viagem faça sentido.
Quiçá o mundo ainda melhore
e de sobra nos retorne alguma alegria
pra gente carregar na lida...

Mas olha,
nem precisa tanto esperar
porque se você parar pra pensar
o que temos já nos basta:
o sol na praça
a lua na rua
a chuva na calçada
uma sombra pra descansar
e o alimento do dia a dia
em pão, afeto e poesia
que não nos pode faltar.
E para todo o resto
é arregaçar as mangas
 e conquistar.

Na vida
é de bom tamanho estar vivo
ter saúde
e ser capaz de sorrir e amar.
Não precisamos de muito mais.
Repare que enquanto o mundo desmorona lá fora
nosso pequeno mundo, aqui, aflora
e eu falo de poesia,
que é o abrigo que nos protege
é o pão que nos alimenta
é a roupa que nos veste
é o mantra que nos acalenta
e a poesia, saiba, parece vem de fora
só parece
porque ela mora é na alma da gente.

Então,
pra finalizar esse quase sermão
que a gente possa fazer
da nossa lida
poesia
amor
e luz
no coração.

Que a poesia nos salve do mundo lá fora
e que ela seja sempre luz dentro de nós
e que nos descubra
nesse mundo invertido
que nos dilui
em meio à multidão
e assim nos esconde
de tudo o que somos nós:
seres ainda desconhecidos
de nossa mais íntima solidão.

Desculpe as rimas bobas. A poesia é faz de conta, então faz de conta que é poesia.  
Ana C Mafra
02 de dezembro de 2017.

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