terça-feira, 2 de junho de 2015

Com os pés no Pacífico

Das antigas... Das saudades... E mais um oceano visitado... Essa imagem foi feita em 2008, em Arica, no Chile, numa breve pausa entre Santiago e Machu Picchu, parte do trajeto de Guevara (Argentina - Venezuela).

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Trip Buenos Aires (III): Caminito e San Telmo





No último dia de passeio por Buenos Aires, peguei um ônibus e fui ao Caminito pela manhã. Pra variar, cheguei às 10 da manhã e estavam começando a abrir as lojas e armar as barracas de artesanato. Ainda bem, pois aquilo lá começou a ficar muito tumultuado de turistas - e eu tenho horror a turistas (hahahahaha). Do Caminito peguei outro ônibus para San Telmo, mas antes devo dizer que comi um sanduíche de bifana maravilhoso, com um, dois, três bifes dentro do pão e temperados com chimichurri, no melhor estilo comida de rua.

Os motoristas daqui são mal humorados e alguns ônibus são mais precários do que os de Natal, porém nos bancos há cintos de segurança. Não vi ninguém usando, mas eles estavam lá. Ah, enquanto eu voltava pro hotel ia pensando: se eu tivesse ganhado um real em cada vez que ouvi a palavra CAMBIO aqui nas ruas, nesse momento eu já estaria rica, riiica, riiiiiiiica!



























segunda-feira, 27 de abril de 2015

Trip Buenos Aires (II): Cemitério da Recoleta




Fazer uma viagem cujo principal objetivo era fotografar um cemitério, uma necrópole, uma cidade dos mortos. Sim, eu fiz. E fotografar o cemitério de Buenos Aires, situado no charmoso e nobre bairro da Recoleta, valeu cada real gasto. Valeu pelo passeio, pela observação e pelo auto aprendizado sobre a fotografia à luz do dia, que tive ao estar presente nesse cenário numa incrível mudança de tempo nublado para sol pleno. Este cemitério imponente e grandioso foi inaugurado no século XIX (1822) e nele estão enterradas as personalidades famosas que fizeram parte da história da Argentina, como heróis nacionais, presidentes, militares, políticos, artistas, poetas, professores, soldados, médicos, aristocratas, enfim. O Cemitério da Recoleta é considerado um museu ao ar livre devido ao grande número de obras de arte lá encontradas. São muitas estátuas, esculturas, sepulturas e edificações fúnebres que merecem o olhar e a apreciação de cada visitante, o que faz dele um passeio não apenas pela história do país, mas também pela apreciação estética. É um lugar onde podemos ver monumentos fúnebres que retratam estilos de época, lindas esculturas a céu aberto, muitas delas feitas por artistas de renome internacional. As sepulturas ricamente ornamentadas também são uma forma de ostentação da importância e poderio econômico das famílias ali representadas, tanto que dizem ser o metro quadrado mais caro de Buenos Aires.
Meu interesse, porém, era fotografá-lo em seus peculiares detalhes. Tanto que não me guiei pelo mapinha que me levada direto ao túmulo de Evita Perón (acho que nem passei por ele, e, se passei, não percebi). Para chegar ao cemitério fiz uma caminhada de aproximadamente 5 quilômetros do hotel até lá. Chegando por volta das 10 horas da manhã ao local, notei que, embora já aberto, o cemitério estava completamente vazio. Estranhei, é claro, porque se trata de um ponto turístico, mas umas duas horas depois entendi o motivo: eu havia chegado muito cedo, na hora em que a cidade começa, por assim dizer, a acordar. Passeei pelo cemitério por aproximadamente 3 horas, o que me proporcionou a grata surpresa de apreciar os monumentos pelo menos por duas vezes: em um ambiente nublado e prometendo chuva (no início da manhã) e sob um sol forte que, finalmente, me presenteou com uma linda luz.
Não posso colocar aqui todas as imagens (foram muitas!), mas o que segue é uma amostra da grandiosidade desse lugar e, é claro, do meu encantamento pelas formas feitas de sombra e luz, que são, antes de tudo, monumentos à paz eterna. Espero que gostem. Eu adorei!












































A quem se interessar, até porque é interessante mesmo, encontrei nesse site cinco histórias "surreais" sobre o cemitério.

http://airesbuenosblog.com/5-historias-surreais-do-cemiterio-da-recoleta/